Desfolhada

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segunda-feira, outubro 18, 2004

Banalidades

É assim amor
que as horas passam
já se faz tarde hoje
para o amor
cansaço mortal
dos corpos limitados
bocejo de boa noite
dedos das mãos e dos pés
entrelaçados
aconchego de sonhos
em nuvens brancas
voar de penas fofas

É assim amor
no apressar da manhã
entre chávenas, copos
beijos fugazes
doce de morangos silvestres
amanhecer encantado
linhas de luz solar
pelas frestas das janelas
carteira e chave na mão
abraço e apalpão
um até já de malícia

É assim amor
que amanhecemos
brilhantes
percorremos as horas
cansados, incansáveis
nos descobrimos
foto de entardecer feliz
desejo de um nós comum
recheados de pecado
perdidos de paixão
em pequenas e grandes
banalidades

36 Comments:

Blogger JPD said...

A rotina ou seja lá o que for, de vez em quando, faz-nos sentir assim, leva-nos a um desprendimento que...«Às vezes...»

12:03 da manhã  
Blogger Ana said...

Estas são as pequenas e grandes banalidades que transformam a rotina em vida. Um beijo.

2:28 da manhã  
Blogger Marta said...

É assim, que se pode viver. Bj

9:16 da manhã  
Blogger Dhmpr said...

São essas "pequenas" banalidades que ajudam a preencher as nossas vidas e nos fazem sentir mais seguros!!!
Bonito poema gostei imenso!

10:58 da manhã  
Blogger O Micróbio said...

Não banalizes o amor...

11:12 da manhã  
Blogger lique said...

Enquanto essas "banalidades" forem saborosas e saboreadas e não se tornarem rotina em que não reparas, são referências que permitem dar ao amor a plenitude. Beijos

12:54 da tarde  
Blogger frog said...

... é assim o amor! Mas quem é que não sente um secreto desejo de quebrar as ritinas???


Beijinhos

1:11 da tarde  
Blogger R/B Estação said...

"Percorremos as horas cansadas"... vivendo só para amar...
Beijinhos.

2:08 da tarde  
Blogger Yardbird said...

O amor é sempre assim, e quer-se imprevisível, sob pena de ir murchando. Beijinho, Betty :-)

2:45 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

nada banal a cumplicidade de um "apalpão de malícia"!
quem os não tiver (ou der!) mal sabe o que perde!

gosto da tua poesia eivada de quotidiano! mto bonita!

beijos

DonBadalo

2:51 da tarde  
Blogger ricardo said...

banalidades em coisas tão... boas!

5:27 da tarde  
Blogger Twilight said...

Banalidades? Descreves-nos um conjunto de pequenos momentos mágicos...

7:16 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

O amor vivido em toda a sua plenitude, partilhando o tudo do dia a dia! É assim que deve ser vivido por entre sabores e cores.. Belo! Beijos. tem uma xcelente noite!

7:53 da tarde  
Blogger ognid said...

Manter no meio das banalidades do dia-a-dia essa chama e ficar ainda "perdidos de paixão" é que é difícil. Mas desejável :) bjs

11:36 da tarde  
Blogger Aran said...

Está deliciosamente descrito... beijinhos

12:26 da manhã  
Blogger amita said...

Simplesmente encantador. Bjinhos

12:34 da manhã  
Blogger Sílvio Pleno said...

E não será a vida feita dessas mesmas banalidades de que falas? Adoro essas banalidades que nos deliciam. Beijinhos grandes.

1:25 da manhã  
Blogger LetrasAoAcaso said...

A vida minha amiga é feita de "lugares comuns" e banalidades.
Brindo ao amor.
Beijitos

10:55 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

é isso querida...
o amor que nos enche, nos invade, noa faz mais bonitos e felizes.
te beijo

Nefertari

1:44 da tarde  
Blogger Alexandre Narciso said...

Podem ser banalidades, mas são estas banalidades que dão cor à vida :)
beijinhos
*A

2:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

São essas banalidades que constroem uma história! Um grande beijo Betty! Uma inspiração ler-te*

DL- Eu sei lá
http://euseila.blogs.sapo.pt

3:58 da tarde  
Blogger trintapermanente said...

É amor com certeza :-)

6:38 da tarde  
Blogger pipetobacco said...

{ ... o amor é belo enquanto o regar não for um apelo © biquinha ... }[ hummmm gostei muito ]{ beijos* }

11:17 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

gostei do que escreves-te, mas o automatico blog manda-me para a janela da desfolhada, de que também gosto...tudo bem! força Oeiras - estou em Carcavelos bj cpfeio (podiam ser mais)...

11:34 da tarde  
Blogger Fatima Palma said...

E quem dera muitos terem destas Banalidades!!!

10:46 da manhã  
Blogger polittikus said...

O amor nunca é uma banalidade...

2:31 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Falas de um quotidiano onde divisamos, sempre presente, o amor. Banalidades? Se o são, saudemos essas grandiosas banalidades! :-)

Dora
www.atrasdaporta.blogs.sapo.pt

5:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Pequenas e grandes banalidades...que assim seja e continue a ser:) aflores/ailaife blog

11:30 da manhã  
Blogger bruno said...

http://boxofficedocinema.blogs.sapo.pt/

A minha é que é banal!

b

3:53 da tarde  
Blogger Tiago said...

Adorei :) . Muito bem eheh. O amor pode demonstrar-se em todos os momentos :b . Beijinhos.

6:58 da tarde  
Blogger Santiago Santos said...

Banalidades....cheias de cor azul.

12:10 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Betty, carregado de experiência este poema, sugere muitos anos de vivência a dois, ou não. Bonito sem dúvida. Aguardo uma visita tua em Delírios Ascii, meu novo território, e que considero diferente do usual. Beijocas.

5:07 da tarde  
Blogger ricardo said...

qual banalidades qual quê...

6:20 da tarde  
Blogger Cleu Randall said...

Ei..adorei o poemas...alias....gostei de todos que li aqui em seu blog

Bjundas

=*

4:19 da manhã  
Blogger Anjo Do Sol said...

Já deixei um comentário no outro blog, do Sap, porque não conseguia deixar neste.
Parece que os problemas de lá mse transferiram para aqui.

;)
Bjitos

4:08 da tarde  
Blogger MONALISA said...

Um amigo meu costuma dizer que o amor é para ser usado. Concordo : o amor está nos pequenos gestos do dia a dia também. Na cumplicidade, no dizer sem falar, nas pequenas coisas.
Um beijinho.

8:22 da tarde  

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