Desfolhada

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segunda-feira, setembro 20, 2004

Fahrenheit 9/11

Faço uma pausa na poesia para falar sobre o filme.
Sinopse: Michael Moore investiga como os EUA se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de Setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda as relações entre o actual Presidente americano George W. Bush e Osama Bin Laden.
Fui ver.
Há quem diga que é o filme mais fraco de Michael Moore. Há quem diga que é o génio dos documentários.
Eu gostei.
Até porque Moore tem uma coisa a seu favor: desde o início que disse/deu a entender que o filme era anti-Bush.
Não senti que Moore fosse mais um tipo que apenas quer falar mal ou ridicularizar Bush.
Nem é preciso. Bush já faz isso sozinho.
Mas Moore percebe de cinema. E explora aquilo que sabe. Como o facto de filmar os políticos enquanto se preparam para aparecer na tv ou quando Bush pede apoio para a luta contra o terrorismo e logo a seguir solicita à imprensa para que vejam a sua tacada de golfe.
A verdade é que, apesar de toda a polémica que rodeou o o filme, ninguém veio dizer (nem pode) que as imagens ou as palavras de Bush são inventadas.
Moore apenas opina sobre a América, os seus líderes e o poder global.
Goste-se ou não. Concorde-se ou não.
Eu só consigo sentir tristeza. Porque, numa escala mais pequena (e, apesar de tudo, menos perigosa), passa-se o mesmo por aqui.
Não só com os nossos políticos, como nas empresas onde trabalhamos.
Cada vez mais o que importa é lixar: o próximo, o colega, o empregado. Só arranja emprego quem tem "cunhas", só se progride com cama ou engraxanço, só enriquece quem é desonesto.
O profissionalismo é cada vez mais indiferente e até pode ser incomodativo.

Resta-me acreditar que toda a regra tem excepção.
E continuar a (minha) luta, da melhor maneira possível.


25 Comments:

Blogger LetrasAoAcaso said...

Assino por baixo a tua indignação.
Não vi ainda o filme.
Mas não gosto do terrorista Bush.

Infelizmente ser bom no que se faz não basta.
Usando um velho provérbio:"vele mais caír em graça do que ser engraçado"

Abraços

5:40 da tarde  
Blogger c.b. said...

Muito bem! E continua a luta porque isso é que é preciso.
Em relação ao filme, é controverso e há muita gente que nao gosta porque toca em verdades que muitas pessoas nao queriam que fossem tornadas publicas. Para além do tal documentário anti-bush, penso que é também um excelente manifesto audiovisual anti-guerra. Toda a gente deveria ver o filme, se calhar começavam a ver melhor as coisas, a realidade, sem ficção, com as personagens e os dramas reais.
Muito bem.
Beijos****

6:39 da tarde  
Blogger O Micróbio said...

"Goste-se ou não. Concorde-se ou não."... não concordo. Quanto ao Michael Moore, já largamente debatido lá pelo Micróbio, continuo com a opinião de que é um bom documentarista... só é pena que transforme os seus documentários naquilo que não devem ser, ou seja parciais! É pena... porque graças a este tipo de "propaganda" gratuita o Bush vai subindo nas sondagens... já leva 5 pontos de vantagem sobre o Kerry!

9:58 da manhã  
Blogger Maria Branco said...

Ainda não vi o filme. Confesso que tenho alguma curiosidade, e que o irei ver brevemente. Beijinhos

11:44 da manhã  
Blogger Yardbird said...

Subscrevo-me inteiramente o que dizes. E acredita, vai continuar assim enquanto for a escumalha a governar

2:12 da tarde  
Blogger R/B Estação said...

Temos um papel invisível nestas lutas...
São eles que falam e dão a cara, mas somos sempre nós que sofremos...

5:16 da tarde  
Blogger o5elemento said...

[ ... não vi ainda o filme ... só sei que não gosto de políticos ( bush ). enquanto forem eles a governar estamos mal ... ]

6:51 da tarde  
Blogger lique said...

Eu já vi o filme e até fiz um post sobre ele. Não é de facto o melhor documentário de Michael Moore, é um documentário eficaz. Experimenta ver "Bowling for Columbine" , ficarás ainda mais triste,se possível. Quanto à tua conclusão e extrapolação para a nossa realidade, 100% de acordo. Mas há que lutar contra isso. Sempre. beijinhos

11:32 da tarde  
Blogger Tiago said...

Adorava ver esse filme :) . Gosto do Moore :) . Ainda hei-de ver um dia, quando sair em dvd :/ . Beijinhos.

11:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ainda não vi o filme, mas já li/ouvi muitos comentários... Nem precisava, dado que Moore colocou claramente as cartas na mesa... Concordo com o que dizes no final do texto; o mundo precisa de um Maio de 68, de uma revolução cultural e de mentalidade. O planeta, no seu todo, estará a atravessar a maior crise desde que o Homem existe, e temos de ser nós a fazer algo. Será que temos de ficar de braços cruzados a assistir a um bando de assassinos de gravata destruir as maiores dávidas da Natureza?... Deixo o apelo à população. Mobilizem-se! Como diz uma música (que nem sei de quem é...) "Está na tua mão!" O poeta triste PS: Referias-te a Portugal, bem sei, mas eu aproveitei a boleia e generalizei... Tou mesmo um bocadinho cansado dos classe política em geral, embora os nossos...(no comments).

12:36 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Querida Betty, Daqui Azenhas. Ainda não vi o filme mas aquele Bush sóxinho com o volante do mundo na ão só vai dar disparate e acidentes... Aquele abraço.

11:36 da manhã  
Blogger Bruno said...

Gostei bastante do documentario! Ate me arrepiei com coisas que la sao ditas

2:15 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Betty, vim aqui ao teu espaço para te agradecer o comentário excelente que fizeste ao "o outro lado", lá no Olimpo. Por este ou aquele motivo, sensibilizas-te este Zeus. Parabens ao pai, pela filha que tem! Um Bj celestial. http://blogdezeus.blogs.sapo.pt/

3:36 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Já há muito tempo que nao tinha a tua visita. Gostei. Volta sempre. O teu post esta bem apresentado e subscrevo. Até breve

5:51 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

quem subscreve é http:fenix.blogs.sapo.pt sorry

5:55 da tarde  
Blogger polittikus said...

Já vi o filme não gosteim é demasiado tendencioso, assim como históricamente incorrecto. Para não falar que ainda deu mais votos ao Bush... xiça.

7:23 da tarde  
Blogger atalhos said...

Estou a sacá-lo da net. Em breve já poderei opinar, mas parece-me que vou gostar! É verdade, mandei vir da Circulo de Leitores o "Brancos Estúpidos" (há pouca oferta no CdL) e vou, assim, conhecer os esquemas do Sr. Michael Moore.

8:47 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Espero em breve ver o filme. Quanto à realidade do mercado de trabalho, infelizmente sempre houve casos idênticos, não é coisa nova. Mas continuo a dizer que não está correcto. Haja esperança de isso se altere. Bjinhos. Amita//brancoepreto.blogs.sapo.pt

11:29 da tarde  
Blogger sonia said...

acabei de ler um post noutro blog acerca do mesmo filme, quase poderia fazer copy/paste do comentário que lá deixei...
eu também fui ver este filme, e à parte algumas cenas um pouco sensacionalistas, acho que os factos documentados são muitas vezes assustadores. e concordo, o Bush não precisa da ajuda de ninguém para se ridicularizar... beijinhos

7:26 da tarde  
Blogger Twilight said...

De facto Bush é ridículo, mas mais do que isso é perigoso. Obviamente a sequência de imagens estava pensada de forma a que o cenário fosse o pior possível. Infelizmente presumo que não seja distinto da realidade...

9:49 da tarde  
Blogger Azenhas said...

queres passar pelas azenhas e participar no concurso?

1:39 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Eu achei o filme muito manipulador...

http://boxofficedocinema.blogs.sapo.pt/

9:51 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

gostei do filme – reporta a um charco onde as pedradas são muitas, mas como fan de documentários, gostei muito do exercício – só podemos contrariar as tendências com a nossa prática, no dia a dia
abraço
c peres feio http://podiamsermais.weblog.com.pt/

6:33 da manhã  
Blogger MONALISA said...

Olá Betty,
Agradeço o teu amável comentário.
Quanto ao filme, ainda não o vi, mas subscrevo algumas opiniões de cima : só é pena a parcialidade dar votso a Bush.
Um beijo.

6:26 da tarde  
Blogger Alarvo said...

entendo o que sentes. quanto ao trabalho, há que encontrar fontes de motivação, pois nem tudo é negro como dizes. força!

11:18 da tarde  

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