Desfolhada

Os textos que nunca tinha tido coragem de escrever... © Reservados todos os direitos de autor dos textos e poemas

quinta-feira, outubro 27, 2005

Casa


Angkor Wat, David Thompson

Ergo-me raíz do futuro
meditando com sorrisos de perdão
aqui me fixo em paz
absorvo(-te), oculto e protejo
fantasio a alma em oração
contemplo o mundo
em retiro, abrigada
no conforto das tuas mãos
aqui sou forte como tu
sol, vento e chuva
cascata, rio e mar
aspiro ser força maior
imparável
perseguidora de sonhos
e canções de embalar
aqui sou imaginação e engenho
ânimo, criança e mulher
sou tudo o que (des)conheces
nua do meu passado sou
tudo, tua

20 Comments:

Anonymous Anónimo said...

tão bom! casa onde despimos a alma. beijos do teu Infante

1:31 da tarde  
Blogger IsaMar said...

ainda bem que consegues despojar-te na totalidade e seres tu mesma.

1:46 da tarde  
Blogger Pedro said...

Há muito tempo que não lia poesia boa, principalmente nos blogues. Que o sindrome da "folha em branco" nunca te afecte. Parabéns, continua.

2:42 da tarde  
Blogger Pedro said...

É verdade, obrigado pelo comentário, já estás referênciada.

3:08 da tarde  
Anonymous manuel said...

"Casa onde caibas, terra quanta vejas", isto é, sonhos quantos alcances...

Gostei mto. Beijos

4:25 da tarde  
Blogger pipetobacco said...

{ ...

não te deixo casa
deixo:

tentativas pra’romantismo #1 (“outono”)

no canto, lá estava. no seu canto de cisne, qualquer que seja ele (canto; ultima criação; poesia que se pode cantar), muitas vezes nele (canto; lugar afastado e pouco frequentado), eu, o vi criar, e voar (de) “outono” para além mar, até voltar (o seu bater) de asas no ar, para eu olhar (olhar com o canto), para eu (o) amar na acção de cantar, no ar, no “outono” a desfolhar. romântico “outono” diz-se poeta (orador ou músico célebre), até o vento passar*uivar*cantar e eu o abraçar. o “outono” és tu… no olhar de meu amar.

© pipetobacco

... }

5:20 da tarde  
Blogger adesenhar said...

contrastes de um poema cheio de força e beleza.

:)

7:34 da tarde  
Anonymous Maria do Céu Costa said...

Forte na presença de descrições este poema. Gostei de ler. Beijinhos.

8:32 da tarde  
Blogger wind said...

Lindíssimo poema de imagens "sólidas" de amor:) beijos

11:39 da tarde  
Blogger Estrela do mar said...

...venho-te convidar para apareceres na inauguração do meu outro blog...


www.espelhodealma.blogspot.com


Beijinhos e tem um bfs.

5:06 da tarde  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Betty
Angkor, o templo do amor, fora a casa destinada para que esse sentimento fosse abrigado e prevalecesse para além das ruínas...
Um beijo
Daniel

10:49 da tarde  
Blogger lique said...

Casa onde és tu, e te entregas e descobres e és descoberta. A tua poesia acompanha o ritmo da tua vida. :)
Beijinhos

12:24 da manhã  
Blogger agua_quente said...

Que coisa bonita essa de despir o passado e se dar. A casa é também o amor. :)
Beijos

12:26 da manhã  
Blogger FataMorgana said...

Que bela "casa" para tudo quanto dizes no teu poema:)

Gostei muito de voltar (hehe, já tenho mais tempo!), adorei o poema "Girassóis", muito sentido e fácil de se agarrar quem lê.

Beijo grande!

6:56 da tarde  
Blogger Bruno said...

Gostei bastante!! :))))

3:04 da manhã  
Blogger gato_escaldado said...

bela casa. cuida do gato (o teu gato, ora). beijos

2:04 da tarde  
Blogger MWoman said...

O nosso porto de abrigo!
O sítio onde nos despimos de todas as máscaras! ;)

Beijinhos e boa semana.

2:11 da tarde  
Blogger paper life said...

Reportando ao que escreveu adesenhar, o que sinto é a beleza da força, tal como na imagem.

Muito bom!

:)

8:58 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

cascata, rio ou mar...
cada um com sua beleza a pronunciar uma unica bela palavra. Amor.

te beijo

5:43 da tarde  
Anonymous TCA said...

sempre um prazer ler-te//assaltei-te. bj

12:57 da manhã  

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